quarta-feira, 21 de novembro de 2018

2018

Todos aos anos, desde 2010 eu creio, faço resoluções de ano novo, inspirada no livro fútil chamado O Diário de Bridget Jones. Eu era pré-adolescente e desde então comecei a fazer isso, porque a Bridget fazia. Podemos tirar experiências positivas de tudo, não é mesmo?

Este ano eu fiz uma junta com o Ge, mas eu joguei fora a minha onde estava escrito quando li A Mágica da Arrumação e saí jogando tudo fora. QUE ERRO! Sou muito apegada às minhas memórias e essa eu joguei fora.

Bom, por isso, se hoje fosse a virada do ano de 2017, eu pensaria o que eu queria e esperava de 2018:

- Viajar para 2 lugares
- Doar sangue
- Participar do Natal da Rodoviária (eu lembro claramente que esta estava)
- Fazer uma receita por mês
- Academia
- Ver um pôr do sol de um lugar incrível

Olha, isso eu sinceramente não sei, porque eu já to viciada pelas minhas lembranças desse ano incrível. Estou falando isso hoje após fazer uma lista de coisas boas que aconteceram esse ano e lá vai:

- Minha formatura
- Peguei minha OAB
- Viajei para Maceió, para o Rio Grande do Sul, Peru e Bolívia (4 lugares!)
- Aprendi espanhol
- Ganhei minha agenda em um sorteio
- Fiz trabalho voluntário
- Reduzi a pensão do meu irmão
- Meus sobrinhos não vão para o Paraguai
- Fiz trekkings fodas em lugares incríveis (Laguna Parón, Laguna 69, Cañion del Colca)
- Fiz Downhill (La Paz - la ruta de la muerte)
- Vi o sol nascer e o sol se pôr
- Vi a neve! E fiz guerra de bolinha de neve!
- Meu melhor amigo não morreu nem ficou sequelado
- Estou adquirindo o hábito da leitura
- Vou regularmente à academia
- Ajudo em casa
- Estudo muito
- Vejo séries
- A Latam reembolsou R$ 1.000,00
- Minha fé voltou.
- Fiz minha primeira audiência
- Passei no MPU (nota: 80. Colocação 1301)
- Passei na CLDF (Nota: 241,93. Colocação: 719)

Esse ano foi tudo isso e mais um pouco. A impressão que eu tinha é que eu havia perdido o ano todo olhando só pra minha parede estudando, porém NÃO! Olha que ano incrível e significativo. Sejamos gratos! O universo e Deus retribui. Vamos sorrir pra vida!
Seja bem-vindo 2019! O ano da minha posse!

terça-feira, 16 de outubro de 2018

Eu só tenho vontade de escrever aqui quando estou bem triste. Hoje é um desses dias.

Há mais ou menos um mês surgiu um serzinho que conheci em 2013, no meu primeiro estágio, e que pra mim era um crush apenas, porque eu jamais imaginei que pudesse acontecer qualquer coisa entre uma estagiária e um chefe, até mesmo porque vi que ele havia voltado para o RS.

Vida que segue.. 5 anos se passaram e, por alguma razão (que ainda não sei qual), este ser me procurou pelo insta. Começou assim, respondendo uma história, até que pediu meu número e começou a conversar comigo todos os dias.

Eu, no auge da minha racionalidade, respondia somente o estritamente necessário, tendo em vista que ele não morava aqui e que, por isso, não havia qualquer perspectiva de nada acontecer.

Eu estava bem segura de mim mesma, até que ele me mandou uma passagem que havia comprado para Brasília. Meu mundo caiu. O que eu achava improvável poderia mesmo acontecer.

Seguimos conversando todos os dias, até que eu comecei a me acostumar com a ideia de ter alguém ali pra compartilhar sobre meu dia todos os dias.. e comecei a ficar dependente desse sentimento, de ter alguém que se preocupasse comigo, que me manda músicas e me faz sorrir. Esse sentimento que estava abafando em mim por um longo tempo, veio à tona de novo.

Sim, eu estava me apaixonando pela tela do meu celular e pela pessoa que eu estava idealizando.

Sexta, 12.10.2018.

Eu havia voltado da academia, quando ao chegar em casa, vi a mensagem:
"Não quero atrapalhar seus estudos, mas chego em Brasília hoje às 20h e fico até domingo, às 15h".

Meu coração disparou, comecei a chorar de emoção, corri atrás de um salão pra ficar mais apresentável. Nesse dia nada poderia dar errado.

Meus pais até me emprestaram o carro! Fui ao aeroporto buscá-lo. Tremedeira, vontade de fazer xixi.

Ele chegou, me deu um abraço apertado e nos beijamos. Era a realização de um sonho adormecido de anos atrás.

Segui pisando em ovos, estava tensa e sem graça um pouco, eu não estava sendo eu.

Fomos para o hotel, mais um pouco de climão, começamos a nos beijar, mas não rolou. O instrumento pifou. Depois de alguma tática dele e ele dizer que não gosta de pressa.. aconteceu.

Eu senti que eu estava apaixonada. Não há sexo melhor que quando estamos apaixonados. E ali foi a prova. Eu estava mesmo.

Passado o êxtase, seguimos para a festa. Olhando hoje vejo que não foi uma boa opção, era melhor não ter fugido dele e ter o conhecido um pouco melhor...

Quando deu umas 3h, eu queria ir embora. E ele falando pra eu ir pro hotel incessantemente só me deixou mais estressada ainda. O que ficou nitidamente claro pra qualquer um que quisesse ver.

Fomos embora às 4h.

13.10.2018.

Eu queria levá-lo ao B Hotel para vermos o pôr do sol. Liguei para fazer a reserva e fui informada que não abriam mais para o público externo aos sábados. ÓTIMO, ferrou com meus planos.

Ele disse que ia almoçar com a prima, depois tomar um café com o Guigo e depois ia ver a tia. Que estaria livre umas 19h.

Fui ao hotel encontrá-lo e depois fomos ao Mimo. Ele havia me perguntado antes se eu tinha chamado alguém e eu disse que não, acho que era finalmente o momento de conversarmos e nos conhecermos. Mas, eu fiz tudo errado e chamei Rod e Monica.

Enfim, já estava feito. Foi divertido, mas ainda silêncios constrangedores.

Fomos para o hotel e foi maravilhoso. Mas, quando não estamos nos beijando, não temos assunto e isso é muito ruim. Eu simplesmente não sei o que dizer quando estou ao lado dele.

Conexão. Isso que faltou. Medo de encará-lo. Não sei mesmo explicar.

Eu tinha planejado no nosso último dia, levá-lo para tomar café no jardim botânico, almoçarmos e levá-lo ao aeroporto. Mas ele me disse que tinha combinado de almoçar com a prima e ela levaria ele.

Será que essa prima era prima mesmo? Muitos pensamentos pairavam na minha mente. E ainda estão me perturbando. Assim como a mensagem trocando corações gigantes que ele abriu sem querer no uber.

O fato é que a minha vida tem que seguir. Mas é muito difícil estando presa ao passado.
Em que mundo mesmo isso poderia dar certo mesmo? Só no mundo das fantasias da minha cabeça.

Quero um antídoto pra me curar desse amor.

segunda-feira, 15 de outubro de 2018

O retorno - parte 2

Como eu saí do projeto mais cedo que o esperado, meu voo seria um absurdo para trocar. Então, não tive outra opção a não ser voltar de ônibus.

Assim que eu segui a viagem, fiquei em La Paz, onde fiz passeios incríveis e retornei à viagem como deveria ser. Lá eu conversei com algumas pessoas que não aconselharam a fazer o Salar por conta da nevasca. Ótimo, mais dias eu teria que adiantar da minha volta..

No passeio da Ruta de la Muerte, que foi o mais mais dessa trip, conheci Alina. Uma alemã que morava em Sucre e era voluntária em um hospital.Viramos super amigas, e até as pessoas percebiam nossa conexão conceitual. Fomos juntas então para Sucre.

Sucre é uma cidade bela, a verdadeira capital da Bolívia, e de uma paz que nem se compara com La Paz. Conversando mais uma vez com viajantes, conheci uma israelense que me convenceu a ir para o Salar..

Contrariando tudo, até a mim mesma, comprei passagem para o Uyuni e parti. Chegando lá, o ônibus apenas despeja a gente no meio do nada. Sorte que de tanto ler, já sabia de uma senhorinha que apareceria do nada e que me levaria ao seu café, exatamente como li nos blogs.

Lá eu estava com 3 gringas chatas pra caralho. Elas decidiram seguir juntas e eu.. ah, eu não. Eu queria experiências reais. Que sorte a minha. No mesmo café conheci Claudia, Liset e Francesco. A latinidade das peruanas já se prontificou de fazer a nossa conexão.

Seguimos atrás de agências e partimos para o maior deserto de sal, por três dias! Três dias totalmente desconectadas de tudo dessa vida mundana e totalmente imergidas na conexão do universo, da natureza, da pureza.

Boas risadas, perrengues e lembranças. Ah, nesse passeio também foram dois brasileiros aqui do quadradinho, Renata e Jader. Ainda bem que eram bons brasileiros, de alma boa aventureira, porque no geral, só tem brasileiro mala! Que saco só de lembrar.

Ao retornar, fui novamente para Sucre. De lá, parti para Santa Cruz. Meus planos eram ficar uns 2 a 3 dias em Santa Cruz, mas, olhando o calendário.. eu queria passar meu aniversário aqui, com gente que gosta de mim de verdade. Então, chegando em Santa Cruz, já comprei passagem para ir no mesmo dia à noite para Puerto Quijarro, na fronteira.

E assim eu fiz, dei um passeio por Santa Cruz, e amei a cidade, certamente, eu moraria ali. Cada cidade na Bolívia é especial a sua maneira. Naquela noite, eu segui para a fronteira de Puerto Quijarro, troquei o restante dos bolivianos, peguei um taxi e fui para a fila da fronteira. Comprei uma empanada e cafezinho com uma brasileira e dei todas as minhas moedas.

Lá, atravessei andando para o Brasil e, ouvir as pessoas falando português depois de algum tempo, foi estranho e acolhedor ao mesmo tempo.

Quando eu vi um carro passando a fronteira ouvindo funk em toda altura, eu tive certeza: voltei pra casa.

Mas não estava ainda em casa.. Feito os trâmites legais, peguei uma van junto com uma galera da Medicina que estava voltando pra casa depois de uma formatura. Alguns, indo passar férias, outros haviam se formado mesmo e já não voltariam. Conheci pessoas incríveis nessa van e fui grata por isso, pela minha casa estar me recebendo assim de volta. Eu estava muito feliz!

No caminho, pedi para a Jéssica olhar passagens de avião para Brasília naquele dia, véspera do meu aniversário. R$ 373,00, com taxas, para as 20h. É essa aí mesmo! Vou voltar pra minha caminha ainda hoje!

Foi o máximo esse dia! Acordar em Puerto Quijarro, almoçar perto de Campo Grande e dormir em Brasília, na minha casa.

O céu quando cheguei no aeroporto estava muito lindo!

Combinei do meu irmão ir me pegar. Deu tudo certo, fiz uma surpresa tão grande aqui em casa, que meus pais quase não acreditaram. Nem eu.

Sabe aquela sensação de que "será que isso aconteceu mesmo?", tenho ela com frequência, mas sim, ela aconteceu e está tudo registrado.

No outro dia, era meu aniversário, ganhei flores e a vitória do Brasil na copa, que finalmente, vi o jogo sendo narrado em português! Sem pelotas! hahahah

O retorno

Meus planos quanto ao meu mochilão eram chegar por Lima dia 03.05.2018 e voltar 18.07.2018 por Santa Cruz de la Sierra.

Mas, com o role da Aiesec, eu realmente me frustrei e posso dizer: trabalhar nas férias não é pra mim.

Eu cheguei jurando que seria algo bem legal, que conheceria pessoas incríveis e que seria algo pra marcar minha vida positivamente.

Bom, antes de ir pra lá, eu estava em Cuzco, vivendo um romance de 24h com um brasileiro que eu jurava que seria o pai dos meus cinco filhos (ou pelo menos da Antonella que eu achei que estava por vir).

Eu não queria ir embora. Eu não queria ter que deixar de passear em uma viagem. Eu não queria ter rotina e muito menos alguém mandando e desmandando o que eu deveria fazer. Eu estava plena viajando e agora eu ia ter que parar tudo para seguir ordens e horários e trabalhar.

Essa ideia estava muito negativa na minha cabeça. Cogitei não ir, mas meus amigos fizeram uma super pressão psicológica e eu decidi ir. Que bom que eu fui. A única coisa que salvou nesse intercâmbio foi a família da Denis.

Eu tinha meu quartinho lindo e calientito, em uma super casa de três andares, com um casal de velhinhos (Victor e Olinda). Eu nunca convivi com meus avós, e tive contato quase zero com eles enquanto vivos. Então eu achei essa experiência de morar com eles muito boa por isso.

Mas, em outros aspectos era ruim porque eu não podia sair muito, ou tinha que mentir, assim como Denis. A primeira semana de adaptação pra mim foi bem ruim por isso. Mas com o tempo, as coisas se ajeitaram.

Vamos lá, o trabalho: eu estava decidida que essa foi a pior opção que tomei durante essa viagem - trabalhar nas férias. E eu não estava nem um pouco disposta a ter horário pra acordar, pra pegar ônibus, pra voltar pra casa.

Pra quem estava vivendo um mundo de liberdade, chegar e ter que lidar com isso foi bem difícil e, por vezes, estressante.

A ONG era um caos, pura lavagem de dinheiro. As garotas não obedeciam e todos os dias mudavam nossos horários. Essas coisas só foram me dando mais raiva ainda de tudo isso. Era como se eu não estivesse viajando e esse lapso não estava legal, eu estava mais cansada do que se eu estivesse trabalhando aqui.

Tudo isso aliado aos absurdos da ONG só me deram coragem pra abandonar o projeto com 4 semanas. E não me arrependi nem um pouco disso. Pelo contrário, me senti tão aliviada ao partir, como se eu estivesse sendo libertada da prisão e que a liberdade voltaria. E voltou.

Com a família eu fui feliz, desenvolvi o espanhol de verdade, aprendi sobre os costumes, as comidas, a conviver com idosos. Los extraño. Pero solamente eso.

Mundo paralelo

Decidi me presentear pela minha formatura com uma viagem ao exterior.

O primeiro desejo era ir pra Colômbia. Pesquisei tudo, comecei a anotar as dicas, fazer roteiro, planilha de planejamento.. tudo mesmo.

Até que surgiu a Black Friday da AIESEC e consegui um intercâmbio para o Peru. 6 semanas dando aulas de inglês. Uau, na minha cabeça eu ficaria um mês na Colômbia e mais 6 semanas no Peru, perfeito! Se eu não tivesse equivocada com relação a uma coisa: DINHEIRO.

Pelo quesito dinheiro (ou pela falta dele), eu teria que sacrificar um dos planos do roteiro da trip perfeita. E a Colômbia ficou para um plano mais futuro, que não tenho previsão ainda.

Decidi então fazer Peru e Bolívia.

Recomecei a caça por dicas e planilhas tudo do zero. Pesquisei bastante sobre o Peru. Sobre a Bolívia somente o básico. E acho que esse foi o diferencial, porque eu gostei infinitamente mais da Bolívia que do Peru.

Ao todo, 55 dias com uma mochila de 9,5 kg nas costas e incontáveis bagagens de experiência. Aos poucos vou relatando algumas peripécias por aqui. Agora foi só pra recordar mesmo e não deixar passar em branco esses momentos incríveis que vivi esse ano e que eu nem me lembrava mais daqui da minha bolha. 

2018.

15.10.2018.

Quanto tempo eu não passo por aqui para dar as caras.

2018.. o que dizer desse ano?

Em janeiro eu estava na praia em Maceió apenas pensando o quão bom seria morar ali, correr na beira mar todos os dias e apreciar o pôr do sol. Era isso que eu queria pra mim, morar na praia, ser Defensora Pública e caminhar à beira mar.

De volta à realidade, peguei a OAB e entrei na advocacia. Mas não entrei tanto, até agora. Sei que sem estar em escritório, ser autônomo é extremamente difícil. Mais do que isso, estou trabalhando com umas parcerias que não tem dado muito certo.

Minha mãe me apresentou pra um cara que, nossa, que ranço! E o pior é que ela acha que eu devo aceitar tudo de goela abaixo que ele me passa, não sei por qual motivo. Enfim, nem deveria estar falando desse embuste aqui porque acho que ele nem merece.

Mas, é isso, enquanto eu não tenho nada, eu tenho que me submeter às coisas que não quero para eu ter alguma coisa no fim do mês. Alguma coisa leia-se como R$ 150,00.

É isso: eu, advogada formada, ganhando por volta de R$ 150,00 por mês, isso quando entra alguma coisa.

Só sei de uma coisa, está bem foda. Tem dias que estou desmotivada demais, essa vida de estudar diuturnamente é extremamente cansativa. Fiz um insta para partilhar mais momentos dessa caminhada que parece sem fim.

Espero muito em breve retornar com boas notícias nesse aspecto da minha vida.
PS: tenho uma prova daqui a seis dias e estou aqui atualizando esse espaço com as notícias não tão novas assim da minha vida. Prioridade é tudo.