quinta-feira, 8 de dezembro de 2016

Anjos

Em algum lugar, pra relaxar
Eu vou pedir pros anjos cantarem por mim
Pra quem tem fé
A vida nunca tem fim

Que saudade, A.


Volte a brilhar, volte a brilhar

Sumir

Chega.
It's enough.
No more.

sábado, 3 de dezembro de 2016

Encontros casuais

A vida é a mais bela arte do reencontro.

Há 4 anos encontrei o livro que me despertou interiormente na biblioteca da escola. Eu queria começar a escrever sobre mim, sobre as coisas. Eu queria escrever. Inspiração de vida, principalmente. Mulher guerreira, mulher forte.
Passados anos, tive dinheiro para comprar meus livros, mas não encontrei o desejado, por 3 anos.

Um dia chuvoso de estudos no estágio, um momento de descanso, sublime suspiro de cansaço, olho pro lado e lá estava o querido: me olhando na estante de "livros para doação", pronto para ser adotado com carinho por mim.
Esperança renovada no reencontro da vida.

11.11

Esse ano tem sido surpreendentemente bom para mim e uma das grandes surpresas tem sido ser reconhecida como alguém que pessoas (que eu jamais imaginei) querem por perto.
Isso tem me instigado bastante, porque eu nunca me senti uma pessoa inteligente ou exemplo a ser seguido academicamente falando.

Esse dia foi especial para mim. O diretor da minha faculdade me cumprimentou com um belo sorriso e sentou do meu lado durante uma palestra. Ele sabe meu nome. Ele me oferece Lindt nas reuniões periódicas que temos. Eu tenho uma queda por ele.

Como de costume, estava comendo minha marmita, quando o professor que mais admiro chega em minha mesa e pede para que eu e minha amiga almoce com ele. Alguém da ONU, alguém vindo de Genebra, alguém que vai pro Uruguai. Reluto, reflito, estou no carro da sua assistente.

Pergunto-me: o que eu estou fazendo? Estou nervosa, sem jeito, mais tímida que o normal. Setor de Clubes Sul, dia radiante, sensação de que aquela bela realidade nunca vai me pertencer (por mais que eu queira). Um restaurante lindo. E caro. Muito caro. Agora não dá mais pra abrir a marmita de macarrão e pegar um ônibus pra Prática III.

Um uruguaio, um lobbista, um professor exemplar, uma assistente e duas paraquedistas. Um frango excepcional, com acompanhamentos que não consigo pronunciar, sobremesas e risadas. Um dia perfeito na high society. Planos e esperanças depositadas. 

Só que esqueceram de um detalhe: eu não consigo cumprir os meus objetivos, eu não faço o que eu planejo, eu não sou determinada nem consigo o que quero. Sou procrastinadora. E nisso sou das melhores.
É triste. É decepcionante. É frustrante. Se é assim pra mim, que me conheço, imagina para quem deposita uma esperança, que simplesmente não existe, em mim. Desculpa o transtorno, mas a decepção comigo é inevitável.

domingo, 27 de novembro de 2016

Boy, look at you looking at me
I know you know how I feel
Loving you is hard, being here is harder
You take the wheel
I don't wanna do this anymore, it's so surreal
I can't survive if this is all that's real

All I wanna do is get high by the beach
Get high by the beach, get high
All I wanna do is get by by the beach
Get by baby, baby, bye bye
The truth is I never bought into your bullshit
When you would pay tribute to me

Boy, look at you looking at me
I know you don't understand
You could be a bad motherfucker
But that don't make you a man
Now you're just another one of my problems
Because you got out of hand



We won't survive, we're sinking into the san

quinta-feira, 10 de novembro de 2016

A.

Efemeridade da vida. Ainda tenho a lembrança do melhor ano novo que tive, no melhor ano que vivi até agora. Lembro de cada detalhe e beijo. De cada risada e chapada. Também lembro que te procurei no dia seguinte e não te vi mais, havia ido embora muito cedo, sem nem se despedir. Conversas que despertavam em mim a admiração que sempre tive em você. Inteligência, delicadeza, sutileza, determinação. Você era tudo isso e muito mais. Era inspiração. Juntar 30 mil antes de se formar! Vê se pode? Estudar até chegar ao auge: magistratura. Muitos planos e sonhos ficaram ali no Mirante. Agonia me toma ao lembrar que você me procurou duas semanas antes e também nos dois dias antes da sua passagem. Fui incapaz de mandar um “tudo bem?”. Estava tomada pelo meu egocentrismo pensando que queria repetir nossas besteiras. Era o seu grito de ajuda velado, era uma forma de me dizer que não fui indiferente em sua vida. Obrigada por isso. Tenho a teoria de que se a passagem de ano for boa, tudo vai bem no ano. Estava assim até ontem. Até você fazer a sua passagem. Até você ir embora sem nem se despedir. De novo. Pra sempre.