segunda-feira, 23 de janeiro de 2017

02.02.2014

E eu estou na minha,
perdida entre meus pensamentos,
perdida entre livros e entrelinhas
e linhas. e curvas
e suas curvas.
Entretanto, perdida entre tantos,
entre prantos,
entre copos e corpos
maços e amassos
perdida em mim mesma

E assim perdida... me encontrei.

G. - parte II

Eu só ia pegar minhas coisas no metrô.

Fui impecável. O cumprimentei como se fosse a primeira vez. Perguntou, então, se eu queria conversar. Concordei.

Algumas cervejas e já estávamos como deveríamos ser. Nós mesmos. Sem pisar em ovos. Apenas boas risadas e boa prosa.

Conversas sobre tudo e sobre nada. Por horas e horas... Sem compromisso algum, apenas com o compromisso de estarmos sendo sinceros com nós mesmos.

E eu deixei um pouco quem eu sou de verdade: espontaneidade, bom humor, charme e um pouco de intelectualidade.

Prazer, me chamo J.

G. - parte I

Eu idealizei a pessoa errada. Ou de forma errada. Por 13 longos anos (ou mais).

Mas não podia ser diferente (mas eu sei que podia, sempre pode ser diferente).
Eu estava na minha, no sertão, longe de tudo aqui, distante. E então eu me via aqui mais presente que em qualquer momento, estando perto de você, dos seus beijos e abraços.

Voltei e você estava longe. Mas também desejava estar por perto, ou ao menos parecia.

Eu estava ótima, me sentia querida e agora por alguém que realmente tinha os mesmos ideais e gostos que eu. Minha versão masculina perfeita.

Até que a minha impulsividade me traiu mais uma vez. Até que eu fui parar em sua cama. Até que me senti humilhada. Um lixo. Suja.

Suas palavras me cortaram profundamente. Na jugular.

Eu estava no chão, tentando juntar os pedaços que de mim sobraram pra me reconstruir. Recomeçar. Sem você.

Bomb

Eu sei, esse ano eu vou me formar. Ao menos, é a previsão.

Eu sei, eu não tenho um estágio, quiçá um emprego.
Eu sei, eu deveria estudar mais, me esforçar mais, dar mais valor aos estudos e às oportunidades que desperdicei, por puro devaneio.
Eu sei. Eu simplesmente sei, não preciso de alguém me lembrando disso. O tempo todo.
Eu sei, eu deveria reagir, mas estou desesperada demais. Estou em um ponto de aceitação, talvez.
Eu sei, desse jeito eu não vou ser ninguém.

Mas quem sou eu? Eu não sei quem sou, como saberei quem eu almejo ser?
A linha entre alguém e ninguém é muito tênue, me perdi ali no meio.

E o ano virou

2016 foi um ano diferenciado, no sentido mais positivo possível da palavra.

2017 chegou e eu estava na praia, ao som de O Rappa, com a brisa renovada batendo no rosto, com os pés descalços.

2017 chegou. Ganhei uma cesta em um sorteio. Boa sorte. Surpresa boa. Estou rodando o nordeste (e de graça).

- Voo problemático de volta
- Desilusão amorosa
- Plano de telefonia errado
- Morte de Teori
- Passagens recompradas
- Hospedagem duvidosa
- Curso adiado

E ainda é 23 de janeiro.
Aconteceu: comprei passagens para o Rio de Janeiro!